quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Deselogio da coragem ou elogio da mudança

A capacidade de mudar...
Ía escrever «a coragem de mudar». Mas nem sempre é coragem. Às vezes é só mesmo uma necessidade. Tão desesperada que vence o medo. No fundo, coragem nesse contexto seria a ansiedade de acabar com o medo, não suportar a angústia e simplesmente dar um salto no desconhecido... Sem pensar muito, porque não há alternativa. Faz-se o que tem mesmo que ser feito! Chamar coragem a isso parece-me um pouco exagerado, ou deslocado: a coisa é outra.
Então, mudar! Mudar é preciso. Mudar é sobreviver, adaptar-se às circunstâncias sempre mutantes da vida, nadar nas águas turvas do imprevisto, fluindo por onde elas nos levarem...
Mudar, todas as vezes que for preciso! Até chegar ao nosso eu mais profundo e completo.
Como escrevi em dedicatória à minha prima querida (minha mana mais velha) um dia:
«Voa pelo mundo
Leve, livre e solta
Mergulha bem fundo, perde-te
Depois dá meia volta
Verás que o que procuras
Sempre esteve aqui,
Dentro de ti»
(É mais ou menos assim, não me lembro bem) No fundo, o que escrevemos para os outros reflecte o que pensamos de nós ou desejamos para nós. E esta ideia tem-me acompanhado sempre: sei que o que procuro está dentro. O ponto de chegada fica no mesmo sítio que o de partida... Só há todo um mundo no meio!

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